Extensão: 160 metros
Bairro: Figueroa
Lei 1415/1999

Auguste Dietrich (a grafia
correta de seu sobrenome é esta, apesar de a lei determinar o nome da rua como
“Diedrich”), filho de João Batista Dietrich e de Josephina Dietrich, nasceu na
cidade de Fribourg, na Suíça, em 17 de fevereiro de 1907.
Em 1914, sua família
foi morar na França, esperando melhores condições de vida, e lá permaneceu. A
vida sempre lhe foi difícil. O pai trabalhava como meeiro ou chacareiro.
Em 1920, Auguste ingressou
no seminário menor da Congregação dos Missionários de São Francisco de Sales,
onde estudou até o fim do segundo grau.
No mês de agosto de 1925
iniciou o noviciado em Fribourg e fez sua profissão religiosa no dia 24 de
agosto de 1926.
Na universidade de Fribourg
estudou Teologia e foi ordenado Padre no dia 12/07/1931, por Monsenhor Pierre
Rossillon, bispo de Visakhapatnam (Índia). Celebrou sua primeira missa na
catedral de Fribourg.
No mês de outubro do mesmo
ano veio para o Brasil, em Petrópolis – RJ, onde a Congregação tinha um
seminário menor. (A Congregação dos Missionários de São Francisco de Sales iniciou
sua missão no Brasil em dezembro de 1926).
Pouco antes do Natal de
1934, logo depois da emancipação do município, o Padre Agostinho (já conhecido
com este nome) chegou a Caçador, com os Padres José Chamot e Francisco Déage,
ambos franceses, e tomaram posse da paróquia São Francisco de Assis. A Igreja
São Francisco de Assis, na época uma igrejinha de madeira, já praticamente no
mesmo local onde hoje encontra-se a catedral.
Logo os Padres iniciaram os
trabalhos para a construção de outra igreja, que teve suas plantas executadas
pelo senhor Dante Mosconi.
Há relatos de caçadorenses
que recordam-se do Padre Agostinho carregando pedras desde o local da atual
rodoviária até o alto do morro, para construir a igreja, trabalhando inclusive
como pedreiro em muitas ocasiões.
Os Padres tinham a
responsabilidade da então única paróquia de Caçador (hoje são três) e certas
vezes atendiam também Rio das Antas. Eles andavam de cavalo para rezar as
missas nas capelas. Depois de 1950, adquiriram um jipe para este trabalho.
Conta-se que o Padre Agostinho era melhor cavaleiro do que motorista.
Com um apurado e
importantíssimo senso histórico, o Padre Agostinho fielmente relatava todos os
fatos da paróquia no “Livro dos Tombos”, que pode ser considerado uma das
principais fontes históricas do Município de Caçador e das três paróquias.
Lendo estas crônicas, é possível admirar a beleza da caligrafia e o estilo
português clássico do Padre.
Aqueles que conheceram bem o
Padre Agostinho falam de seu caráter enérgico, até intransigente. Dizem: “Foi
um Padre exigente, mas justo e bom”.
Com os outros padres, ele
organizou e desenvolveu a igreja de Caçador. Foi um pastor incansável, sempre
pronto a atender o Povo de Deus.
Por três anos foi pároco da
paróquia Santa Terezinha do Bosque em São Paulo. Passou sete anos, de 1985 a
1992 em Curitiba, no seminário maior. De volta a Caçador, passou os últimos
anos de sua vida na Paróquia Nossa Senhora Rainha.
Várias vezes foi superior
provincial da Congregação, como ecônomo provincial. Foi professor no seminário
menor de Caçador. Foi chanceler do bispado de Caçador.
Padre Agostinho faleceu no
dia 08 de novembro de 1996, aos 89 anos de idade.