Rua Aimoré

Extensão: 70 metros
Bairro: Bello
Lei 20/1967



No ano de 1967, já se percebiam algumas leis e atitudes tomadas no sentido de organizar a cidade, em franco crescimento. A lei nº 20/1967 é uma prova disso. Nomeava 67 ruas, em diversos loteamentos espalhados pela cidade. Destas ruas, agrupadas nos referidos loteamentos, 9 receberam nomes indígenas, 15 nomes de países, 10 nomes de estados brasileiros, 7 capitais de estados brasileiros, 24 municípios de Santa Catarina, além de 2 nomes próprios de destacados cidadãos caçadorenses.

As ruas denominadas por esta lei que receberam nomes indígenas são Aimoré, Bartira, Guarani, Iara, Iracema, Jandira, Moema, Tupi e Tupinambá. Destas, as ruas Iara e Iracema foram renomeadas posteriormente para Júlia Gioppo Carneiro e Emília Gioppo Brasil.

A rua Aimoré presta homenagem a uma das etnias indígenas brasileiras presentes à época do descobrimento. Habitavam o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo nos séculos XVI e XVII.

Ao contrário da maioria das tribos indígenas que habitavam o litoral brasileiro no século XVI, não falavam a língua tupi. Nômades, se abrigavam em cabanas temporárias cobertas com folhas de palmeiras. Sobreviviam principalmente da caça.

Como outras tribos tapuias, haviam sido expulsos do litoral pelos tupis pouco antes da chegada dos portugueses à região no século XVI, mas, a partir da década de 1550, tentaram retomar seu território. Com seus constantes ataques aos colonos portugueses e seus escravos índios, foram os responsáveis pelos fracassos das capitanias de Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo. Só foram vencidos no início do século XX. Sobrevivem até hoje sob a forma da etnia contemporânea dos crenaques.

Ao contrário dos tupis que habitavam a maior parte do litoral brasileiro no século XVI, os aimorés praticavam a antropofagia por motivos alimentares e não por motivo de vingança: ou seja, os aimorés não precediam o sacrifício da vítima com elaborados rituais celebrando a vingança, como faziam os tupis.