Rua Aldo Eloy Gatermann

Extensão: 600 metros
Bairro: Alto Bonito
Lei 25/1980



Aldo Eloy Gattermann, (a grafia documental de seu sobrenome usa dois “t”, apesar de a lei determinar o nome da rua com apenas um) filho de José Gattermann e de Sebastiana Pilati, nasceu em Criúva – RS, no ano de 1920. Na época, Criúva era uma vila simpática, distrito de Caxias do Sul, percorrida por uma longa rua sem calçamento (hoje uma avenida).

Seus pais eram os donos de um café onde o doce mais famoso era a ambrosia preparada por sua mãe.   
                                                                                                     
Seu pai vendeu o café e comprou um hotel de veraneio que recebia muitos turistas da região, atraídos pelos encantos naturais da cidade e pela simplicidade e bom atendimento dos proprietários.

Descendente de italianos e boêmios (atual República Tcheca), Aldo Eloy Gattermann, com apenas 7 anos de idade, é levado pelos seus pais para o colégio interno na cidade de Garibaldi e, quando tem idade suficiente, vai para o seminário dos padres jesuítas, onde adquire uma cultura acima dos padrões da época com aulas de francês, latim, grego e muito conhecimento. Neste seminário, foi aluno do padre João Batista Réus, cujo processo de beatificação encontra-se em tramitação no Vaticano.

Apesar de seu caráter pacifico e dedicado às pessoas, à comunidade e à Igreja Católica, sua vontade era de constituir família. Ao sair do seminário volta para a vila de Criúva e passa a trabalhar no hotel de propriedade de seus pais. Também foi professor e vendedor na venda local.

Em janeiro de 1942, casou-se com Vilma Bossardi Gattermann, com quem teve quatro filhos: Valquíria, Vilói, Valdés e Valéria.

No ano seguinte, deixa a vila para trabalhar em Caçador com o tio paterno Guilherme Gattermann no ramo do comércio, uma loja de secos e molhados.

Tempos difíceis, muito trabalho, dificuldades, fregueses armados e valentes.  Apesar de sua pequena estrutura física, era um homem de grande força de trabalho e determinação.

Após alguns anos, consegue comprar uma casa na Avenida Barão do Rio Branco, onde abre sua primeira loja de calçados.

Com o auxilio de sua mulher, uma ótima comerciante, conseguiram educar seus 4 filhos e construir vários imóveis que Aldo gostava de ajudar pessoalmente no andamento das obras.

Aldo sempre foi uma pessoa muito religiosa, simples, humilde e dedicado a família, trabalho e amigos. Ficou muitos anos doente, e nunca passou um dia sem a visita de amigos que o ajudaram a enfrentar essa fase difícil. Contava também com o cuidado extremado e a dedicação de sua mulher, Vilma.

Aldo Eloy Gattermann faleceu em 10 de novembro de 1978, aos 58 anos de idade, vítima de tumor de Hodgkin, deixando para seus descendentes um grande exemplo de honestidade e retidão.